objetivo:
- ajudar as pessoas com seus problemas amorosos;
aos poucos o Blog será formatado para tal... tenho previsão de estrear o novo blog em Maio!
aceito idéias para o nome do blog!
um help para os seus conflitos amorosos!
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Começo com uma musica que ouvi essa semana é um trecho de uma música muito antiga, do sambista Martinho da Vila. Ele fala: "se quiser se distrair, ligue a televisão. Amor comigo não!".
Estava pensando sobre as relações que não dão certo e ainda estão em curso. Casais que vivem sob o mesmo teto, mas apenas se toleram, em busca de pequenos motivos para rápidas fugidinhas.
Maridos que agem como solteiros adolescentes repletos de hormônios em fúria, como se represados prontos para explodir. Esposas sufocadas e engaioladas, loucas por se sentirem vivas e sonhando com mais emoção em suas vidas.
Ambos vivem uma guerra silenciosa, em casa. Conhecem muito bem suas falhas, mas não têm mais forças para reverterem qualquer situação. A conversa já não flui com a naturalidade que deveria e ambos se vêem num mato sem cachorros, por saberem que estão presos, ou se sentirem presos.
Eles se toleram e sabem que uma separação fará um estrago muito grande, como um rasgo naquela pintura que demorou anos para tomar forma. Então, vivem.Seus segredos deixam de ser contados, em confidências falsas e sem sentido. Ainda fazem sexo, mas não se olham. A luz está apagada e ambos só querem saciar suas necessidades e manter suas obrigações. Ela já não se sente confortável com o ritual repetido, além dos gostos peculiares dele. Ele percebe nela, seu porto seguro e entende que precisa "dar conta" para que ainda haja um fio de cabelo para mantê-la. O beijo na boca virou selinho e a língua só serve para fazer careta.
Ele trabalha muito, mas age como solteiro na rua. Olha e anseia o que vê. Ela busca, na limitação do lar, abrir sua mente na Internet. Frequenta bate papos, cria um nome, personalidade. E assim, os dias vão passando e sangrando menos e vão se alimentando de sonhos, através de inofensivos atos. Como uma válvula de escape. Ele precisa se sentir atraente e ela precisa se sentir desejada.
Mas, e quando ambos, em suas silenciosas buscas, encontram alguém? E quando este encontro de torna possível a se vêem em uma oportunidade real de realmente materializar este desejo reprimido. Não por uma questão cultural, e nem por estatísticas, mas me parece óbvio que as mulheres pensem mais de um milhão de vezes para dar um passo concreto, enquanto o homem, sequer pensa nas possbilidades e/ou consequências.
Ele vive num mundo onde a esposa não frequenta, e nem ao menos, conhece. Ela não faz ideia do que ele faz no dia-a-dia da busca pelo pão de cada dia. Os risco de flagrante são mínimos, se ele souber se precaver direitinho.
Já para ela, as dificuldades são imensas. Ela é dona de casa, com um universo teoricamente, mais restrito. Todos conhecem seus passos, os filhos estão na sua cola desde que nasceram. Como dar uma fugidinha para realizar sonhos silenciosos? Difícil.
Já vi casos de mulheres que só tiveram um parceiro na vida (o maridão) e vivem num casamento angustiado, morrendo de curiosidade de como seria um outro homem? Que sensação teria experimentando um outro sabor?
E saem em busca desta aventura, se transformam, mortas de medo. Não pensam em separação. Agem como predadoras e voltam ao leito de suas gaiolas. Umas morrem de culpa, outras, apenas dormem.
Fico pensando nas mulheres e homens solteiros, disponíveis, que caem nos contos doces desses engaiolados. Penso nas consequências, pois os frustrados e famintos casados, em busca de referências, diversão ou a tal válvula de escape, entram em relações mortos de fome e deixam os pobres candidatos a amantes, mortos de amor e prazeroso a um vínculo que, para eles é forte, mas para o casado, apenas uma forma de variar o cardápio.
O tesão do casado dura apenas algumas horas e o coração partido da vítima, pode levar uma eternidade... E este tipo de distração, normalmente, destrói sonhos. E ninguém está livre de sofrer. Ligar a televisão causa, com certeza, menos prejuízos.
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